Em seu primeiro discurso como ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro emitiu os chamados ruídos apropriados. Prometeu empenhar-se em prol da competitividade, desburocratização, ambiente regulatório e tributário, redução de custos e aumento da produtividade e exportações da indústria brasileira. Monteiro, em suma, fez o pronunciamento tornado clássico por seus antecessores no posto. Mas se sua intenção for mesmo passar do microfone aos atos, ele terá, logo de cara, de romper com diversas posições envergadas no cargo anterior de presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em seus oito anos de comando da entidade, Monteiro não imprecou contra uma política econômica adepta de seletivos benefícios fiscais setoriais. Também não se colocou de público contra as medidas que tornaram

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