Com boa gestão, o dinheiro aparece

Orçamento menor não é desculpa para prefeituras desobedecerem a Política Nacional de Resíduos Sólidos, afirma o presidente do CEMPRE

Bicca: governo precisa enquadrar quem não cumpre a lei. Há bom tempo, indústrias e entidades ligadas à sustentabilidade apostam em campanhas e ações de cunho pedagógico para combater o descarte incorreto de refugo pós consumo no Brasil, uma prova de subdesenvolvimento em que a alta visibilidade da sucata plástica contribui para negativar a imagem pública do material. Como essa prática poluidora continua como se nada houvesse – aí estão a imundície da Baía de Guanabara e o lixo à flor d’água nas enchentes de verão – já há quem conjeture se não seria hora de se mudar da catequese didática para a conscientização na marra, via punições legais. Victor Bicca Neto, presidente do Compromisso Empresarial para Reciclagem (CEMPRE), associação sem fins lucrativos na ativa há 25 anos e integrada por 32 joias da coroa da iniciativa privada, é contra. “Acreditamos na força transformadora da educação e a Coalizão Embalagens, liderada pelo CEMPRE, lançará uma campanha de conscientização da população neste semestre”, ele salienta. Em cordão umbilical com esta perspectiva, os rumos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) são analisados pelo dirigente nesta entrevista. PR – Embora grandes indústrias invistam em iniciativas de sustentabilidade, o fato é que essas propostas não surtirão o efeito almejado pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) se o poder público não cumprir sua parte. Ocorre que a maioria das prefeituras encontra-se em crônica situação deficitária e a situação de alguns Estados de peso econômico significativo (RJ, MG, RS) é de falência. Qual o risco,

 

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