Polo Films: queda relevante nos custos de energia e logísticos.
É de se pagar para ver um reduto de polipropileno (PP) sob fogo cruzado da intensidade suportada pelos filmes biorientados no Brasil. O clima de bala com bala é instaurado por um hiato aproximado de 30-40% entre capacidade efetiva e produção doméstica, num mercado abocanhado em torno de 20% por importações e exportações brasileiras mirradas para o Cone Sul, por obra de concorrentes do Chile, Colômbia, Argentina e Peru. Completam os tirambaços o torniquete das pressões de custos a cargo das indústrias finais, usuárias do filme para embalar alimentos de consumo de massa. Escala e tecnologia passam então, nesse caso, de lugares comuns do jargão da competitividade a gêneros de primeira necessidade, como demonstram os 34 anos de sobrevida no salseiro alcançados pela Polo Films, no leme de seu complexo há 14 anos na ativa em Montenegro, na Serra Gaúcha. Em sua fábrica, a Polo concentra três instalações da alemã Brückner, fino da bossa da tecnologia global de extrusão e estiramento de BOPP. “A capacidade nominal soma 78.000 t/a, com base em regime de 24 horas de operação em sete dias por semana”, delimita o diretor industrial Antonio Jou. Pelas suas projeções, em torno de 2% da receita bruta anual da empresa, controlada do Grupo Unigel, são investidos na manutenção e aprimoramento do parque industrial, bem postado nas proximidades do supridor da matéria-prima, o complexo de PP da Braskem em Triunfo. Os efeitos desse zelo transparecem, por exemplo, no grau de automação notado desde a chegada da resina à produção

 

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