Camaleões ambientalistas

Irineu Bueno Barbosa Jr.
Irineu Bueno Barbosa Jr. Vou abrir com uma pergunta para os universitários. Como distinguir, entre as indústrias usuárias de PET reciclado, o genuíno compromisso com o desenvolvimento sustentável do uso desse apelo para disfarçar uma vantagem comercial? Após quase duas décadas estudando e trabalhando com a reciclagem de PET, acho que a motivação comercial ainda é o grande direcionador do mercado, seja para quem emprega o poliéster bottle to bottle (BTB) ou para quem utiliza o reciclado convencional. Seja como for, o grande gerador de demanda pela resina pós-condensada grau alimentício (PET PCR), resultante da tecnologia de reciclagem BTB, ainda é o fator econômico. A cultura das grandes empresas consumidoras de PET é de vincular um eventual fornecimento contínuo de PET PCR com preços internacionais do polímero virgem. Infelizmente para a reciclagem nacional, essas corporações forçam mecanismos que garantem que o consumo do tipo PCR lhes traga sempre uma vantagem econômica sobre o material de primeiro uso, não respeitando eventuais desequilíbrios cambiais ou de suprimento de PET virgem. O reciclado PCR sempre paga o pato, forçado a se adaptar à política comercial praticada para a resina zero km. São poucas as empresas finais que se mostram realmente sustentáveis. Entre as mais sérias com as quais tive contato, estão a Natura e Johnson e Johnson’s, ambas submissas a diretrizes de substituição de PET virgem pelo PCR. Tratam-se de instrumentos institucionais imunes a efeitos da demanda internacional do PET virgem ou estelionatos cambiais. Ainda que, em determinados momentos, a cotação do pós-condensado

 

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