Caiu do pedestal

A insustentável utopia do plástico biodegradável

Cargill, Bunge e Minaplast. Além de negar entrevista, o que essas empresas de ramos diferentes entre si têm em comum? De forma involuntária, elas servem para desmascarar no Brasil o mito, em demolição mundial sem estardalhaço, do plástico biodegradável como solução para o desenvolvimento sustentável. “Podemos classificar esse material como uma iniciativa frustrada que decerto serviu de aprendizado para o setor plástico global”, reconhece Maurício Groke, presidente da consultoria de gestão e negócios Integrale, ex-presidente do conselho da Associação Brasileira de Embalagens (Abre) e ex-diretor comercial da convertedora de flexíveis Antilhas. O ponto de partida para esse desnudamento chama-se ácido polilático (PLA), o plástico biodegradável sem similar local e o mais produzido e conhecido no planeta. Verbete agro norte-americano, a

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