Braskem: mercado externo garante EBITDA de 4 R$ 9,4 bi em 2015

Alta de 67% sobre 2014 tem lastro nos spreads internacionais e exportações turbinadas pelo câmbio

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No exercício de 2015, a Braskem obteve um EBITDA de R$ 9,37 bilhões, aumento de 67% em relação ao período anterior. Em dólar, o mesmo indicador alcançou a marca de US$ 2,8 bilhões, avanço de 17% em relação ao montante aferido em 2014. Quanto à taxa média de utilização dos crackers, a empresa cravou 89% no último período, 3 pontos percentuais acima do ano precedente, na esteira do recorde da produção da unidade de petroquímicos básicos. Na esfera internacional, as plantas de polipropileno (PP) do grupo na Europa e EUA operaram acima de sua capacidade nominal, atingindo taxa média de 101% no quarto trimestre, efeito também atribuído à insuficiente oferta norte-americana do polímero. No acumulado do ano, a taxa média de operação dessas unidades foi de 98% ou 6 pontos percentuais superior à performance de 2014.

Em contraste, a recessão vitimou a demanda brasileira das resinas (PE, PP e PVC) produzidas no país pela Braskem. O mercado doméstico, calcula a empresa, recuo 7,6% em relação a 2014, somando 4,9 milhões de toneladas dos três polímeros. No ano passado, as vendas da companhia totalizaram 3,4 milhões de toneladas, com queda de 6% em relação a 2014. Para compensar o declínio, a Braskem aumentou suas exportações de resinas em 28% e de petroquímicos básicos em 1%.

O lucro líquido da Braskem alcançou R$ 2,89 bilhões em 2015. No quarto trimestre de 2015, o lucro foi de R$ 158 milhões, revertendo o prejuízo em igual período do ano anterior. O nível de alavancagem financeira da empresa, medido pela relação entre dívida líquida por EBITDA em dólar, encerrou o trimestre abaixo de 2 vezes (1,91x), o mais baixo patamar em nove anos.