Braskem lucra R$ 4 bilhões em 2017

Cenário de liquidez internacional foi decisivo para o balanço histórico

Mérito em sua maior parte da atuação múlti, a Braskem flanou no azul pelo calçadão de um balanço com tudo no lugar em 2017. O conglomerado petroquímico fechou o último período com Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de US$ 3.872 milhões – recorde nos 16 anos de estrada da empresa e 16% acima do indicador de 2016. O lucro líquido no período culminou em R$ 4.133 milhões. Os aditivos no motor dos resultados compreendem, conforme divulgou a companhia para a mídia, o aumento nas vendas do complexo de polietileno (PE) da coligada mexicana Braskem Idesa, esticão no movimento de poliolefinas nos EUA, Europa e Brasil, spreads internacionais maiores em químicos, PE no México e polipropileno (PP) na Europa e, por fim. os US$ 88 milhões embolsados com a venda da distribuidora quantiQ.

O desempenho no Brasil, onde a Braskem é o único produtor de poliolefinas e o maior e mais integrado dos dois de PVC, perpassa uma injeção de sangue bom para a transformação de plástico, após os últimos anos de crista baixa. Na alçada dos polietilenos, a Braskem produziu 2.719.245 toneladas em 2017 contra 2.708.466 em 2016. Na mesma relação, vendeu internamente 1.795.446 toneladas ante 1.705.462 e exportou 916.115 versus 1.024.233 toneladas de PE em 2016. Em PP, a Braskem acumulou em 2017 a produção de 1.711.741 toneladas contra 1.592.474 precedentes. Na mesma trilha, as vendas internas do polímero atingiram 1.105.675 toneladas no último período frente as 1.164.947 anteriores.

Por fim, as exportações de PP totalizaram 522.210 toneladas em 2017 perante 566.255 em 2016. Na raia de PVC, a Braskem produziu 611.217 toneladas no último exercício versus 594.039 em 2016. As vendas internas somaram 525.683 toneladas em 2017, volume inferior às 528.314 de um ano antes e, por fim, as exportações no ano passado limitaram-se a 82.008 toneladas, bons degraus abaixo das 116.919 despachadas em 2016.