Haja ou não areia e óleo na pista da economia, os porta-vozes do setor automotivo nacional dificilmente surpreendem pela originalidade ou independência de pensamento em suas declarações. Não é para menos. Trata-se da indústria mais protegida da história do Brasil e, para preservar esse status, nada de mexer no caldo com colocações capazes de alterar o humor de Brasília e, por tabela, ameaçar o tapete vermelho do tratamento diferenciado. Acontece, porém, que a conjuntura global do setor automotivo mostra-se agora fragilizada em suas perspectivas de crescimento, além de destronada do pedestal da vanguarda tecnológica e do sonho nº 1 de consumo pela torrente de maravilhas do Vale do Silício. Hoje atordoada pela crise e por um exército de montadoras incompatível com os níveis da demanda, mesmo em seus melhores dias, a indústria brasileira não escapará dessa encaminhada guinada existencial e seu modelo clama por ser repensado, deixa claro na entrevista abaixo Luiz Carlos Mello, ex-presidente da Ford no Brasil e hoje à frente do independente Centro de Estudos Automotivos. A propósito, procurado por Plásticos em Revista, Luiz Moan, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), não quis falar. PR –  O governo brasileiro anuncia a renovação, no final de junho, do acordo automotivo com a Argentina, um subproduto do Mercosul. Como avalia os ganhos e perdas da nossa indústria automobilística, uma das incentivadoras da constituição do bloco comercial, em 24 anos do Mercosul? Mello – À parte se reconhecer a importância que teve o Mercosul na estabilidade,

 

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