Barbas de molho

O novo sempre vem e aumentam os avisos para os mercados não serem apanhados de surpresa

Loja da Toys ’R” fechada em Nova York.
Loja da Toys ’R” fechada em Nova York.
Passagem sem escapatória para quem já levou a criançada aos Estados Unidos, a Toys ‘R’ Us, rede líder mundial na venda de brinquedos, com receita de US$ 6,8 bilhões em 2017, vergou os joelhos sob recuperação judicial pedida no ano passado e comunicou à praça o fechamento de suas 735 lojas norte-americanas. Um efeito dominó da quebra da empresa aos 61 anos de ativa e cuja vitrine mundial era a filial nova-iorquina na Broadway, também chamada de brinquedolândia, foi sentido de bate pronto num nervo da transformação de plástico, a indústria de rotomoldagem. Seja em receita ou manutenção de milhares de postos de trabalho, o impacto com a perda do principal canal de vendas para brinquedos rotomoldados, a exemplo de veículos, réplicas de grande porte de casas e cozinhas ou gangorras e escorregas, foi tamanho que um grupo acionista da Little Tikes, listada a quarta rotomoldadora dos EUA, chegou a cogitar a compra de algumas lojas da Toys ‘R’ Us. “É impossível ocultar a magnitude desse baque para os nossos fornecedores”, declarou à mídia Tom Murdough, CEO de outro peso pesado dos brinquedos a rotomoldados, a Simplay 3. “O consumo de resinas pelo setor, bastante condicionado pelo volume programado de vendas, é uma das muitas áreas afetadas e esperamos que a situação seja superada em breve pela indústria”. Brinquedos rotomoldados são um cisco no mapa da rotomoldagem no Brasil, cujo carro chefe, a caixa d’água, retrata a infraestrutura do país largada ao deus dará. Ainda assim, o fim de linha

 

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