As sobras do desencontro

A velocidade da evolução tecnológica se descolou do tempo que a humanidade leva para captar as mudanças

Há menos de um ano, uma ala de transformadores de utilidades domésticas defendia em reportagem de Plásticos em Revista que a barreira dos custos complicava o desembarque da internet das coisas nos artefatos plásticos de baixo valor agregado. Essa corrente acaba de ser silenciada pela startup israelense Water.io, ao prever um relacionamento do consumidor com tampas como as de garrafas de água bem além da abertura e fechamento. Os sensores eletrônicos da empresa habilitam as tampas a prover informações sobre o uso e vida útil do conteúdo envasado, o número de vezes em que a garrafa foi aberta, a quantidade de líquido remanescente no recipiente, ou então, de avisar quando o produto acabou e, assim, exige nova compra. A Water.io se propõe ainda a conectar os sensores das tampas aos celulares dos usuários, para postar-lhes lembretes sobre a bebida adquirida. Respeitados os limites legais, ela também cogita repassar à indústria final determinados dados colhidos pelos sensores, para suprí-la de uma noção mais nítida de como o produto é consumido, conhecimento ouro puro para nortear as estratégias de vendas. O heureca da Water.io encarna o ritmo acelerado das mudanças tecnológicas e culturais que hoje desafiam a capacidade de adaptação do ser humano. Esta é a percepção justamente do pai de uma dessas rupturas, Eric Teller, CEO do Laboratório X de P&D da Google. Dali saiu o carro elétrico e autodirigido da empresa – símbolo do abalo sísmico em curso no setor e mercado automobilísticos, de impacto direto nas autopeças plásticas, revela

 

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