As máquinas nacionais merecem proteção contra importações?

debate
Newton Zanetti SIM Em resposta ao excelente artigo na seção Ponto de Vista da conceituada Plásticos em Revista, acho muito positivo o debate em torno de ideias sérias e com conteúdo, como o do Evandro Cazzaro, na edição 614. Porém, observo que seus argumentos induzem o leitor a pensar que a indústria nacional de  máquinas é extremamente protegida por ações governamentais, quando, na verdade, é refém de custos não produzidos por ela (o chamado custo Brasil) e sobre os quais não tem qualquer poder de influência e de controle sobre seus efeitos devastadores no custo industrial, o que oprime a margem para negociação. A alíquota de 14%, embora ainda insuficiente, serve para tentar equiparar as condições de produção com empresas internacionais que não tem esse complicador em seus custos. O argumento de que transformadores também sofrem desindustrialização quando não têm acesso às tecnologias internacionais não se sustenta, pois o país é aberto às importações. O mecanismo do Ex-tarifário funciona e não há proibição de importação de máquinas de qualquer natureza. Mesmo o argumento de que empresas médias arcam com custo proibitivo ao aplicar os 14% da taxa e, por isso, não dispõem de acesso a essas tecnologias, cai por terra porque essas máquinas já são muito caras. O exemplo de que essa alíquota de 14% não impede a livre importação são os dados da crescente importação até o ano passado de máquinas de diversas partes do mundo. O que torna o país mais importador de máquinas do que fabricante em

 

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