As cortinas vão abrir. E agora?

O próximo governo quer reduzir tarifas e barreiras às importações. O setor de máquinas para plástico espera contrapartidas

Por meio da redução de alíquotas de importação e barreiras não tarifárias, a abertura da economia brasileira é pedra cantada do programa de governo de Jair Bolsonaro. No âmbito específico do setor plástico, esta guinada no comércio exterior pega a indústria nacional de máquinas básicas e auxiliares para transformação num momento singular. Entre as lacunas pendentes, o segmento, tal como a manufatura brasileira em geral, sente na carne competitividade insuficiente para o convívio mais de perto com importações, devido às notórias mazelas do Custo Brasil e, do lado do maquinário para plástico, em razão de um crônico descaso quanto ao cumprimento de obrigações básicas, como dispor para o público de uma noção do que é o seu mercado, de modo a justificar as posições da indústria com provas e indicadores numéricos. Não se sabe, por exemplo, qual o valor e volume de vendas anuais desses equipamentos, seja no plano geral ou por categoria, muito menos se tem uma estimativa do parque de máquinas e periféricos na ativa na transformação brasileira, assim como dados sobre sua vida útil. Para engrossar o caldo, a alta ociosidade na capacidade da transformação, assim como o câmbio errático, capital de giro caro, acesso dificultado ao crédito, poder aquisitivo anêmico, taxas maciças de desemprego e demais entraves no gênero, diminuíram bastante a procura por equipamentos nos últimos anos, ainda mais num momento de vertiginosa velocidade do progresso tecnológico mundial e não há crise capaz de reter a propagação da revolução digital em bens de capital. Um

 

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