Um maná dos céus para frascos de polietileno (PE) e PET, a indústria de produtos de limpeza doméstica se safa relativamente ilesa das turbulências em tempos de contração do PIB. A seu favor pesa a inclinação do brasileiro em manter a casa  asseada. Em vez de parar de comprar, em momentos recessivos pessoas migram para artigos populares e cortam apenas aqueles de alto valor agregado, como o alvejante sem cloro, analisa Maria Eugenia Saldanha, presidente executiva da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla). A elasticidade do crescimento desse setor se mantém, por mais de uma década, na casa de dois a três pontos percentuais acima do PIB, levando o faturamento para além de R$ 15,5 bilhões. Outra razão para a continuidade da expansão dessa indústria é o número de domicílios, que permanece aumentando Brasil afora, considera a dirigente. “O governo suspendeu o programa ‘Minha Casa Melhor’ devido à inadimplência, mas ‘Minha Casa, Minha Vida’ continua”, ela sublinha. Contudo, como a expressiva evolução da receita da indústria está relacionada, entre outros fatores, à demanda por itens sofisticados, no exercício atual essa taxa de crescimento tende a ser menor. Por sinal, o setor está sentindo na pele a pressão dos custos de produção. Matérias-primas, para embalagens inclusive, já estão mais caras porque seus preços comoditizados sofrem influência direta do dólar, coloca Eugênia. A inflação nos serviços também elevou o custo com mão de obra, pois as fábricas possuem diversas áreas terceirizadas, como segurança e alimentação e, para

 

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