Antes que seja tarde

Fábricas inteligentes ameaçam a indústria de transformação brasileira

Como a automação vai mudar a economia e o mercado de trabalho? Quais os efeitos da robótica e inteligência artificial sobre o futuro da manufatura? Quais as implicações do avanço da automação fabril sobre os países emergentes nos próximos anos? No passado, perguntas desse tipo não atraíam público no Brasil e acabavam em divagações de futurólogos de ibope abaixo da TV Senado. Entre as razões para o nosso alheamento, constava aquele intervalo de décadas para uma tecnologia migrar dos países desenvolvidos para os sub. Corte para hoje: a informação virtual e as entrelaçadas cadeias globais de valor e produção derrubaram esse muro e o Brasil não pode mais, como tanto o fez no século XX, dar uma de avestruz. Ou seja, fechar-se em seu mundinho e abstrair-se da realidade.Se insistir, pode começar a contagem regressiva para sua indústria de manufaturados, artefatos plásticos entre eles, entrar em coma induzido por falência múltipla dos órgãos. Aliado ao compartilhamento global da informação digitalizada, da compra de um produto ao seu manual, o progresso computacional e da automação resulta em ciclos de vida cada vez menores para as tecnologias e em busca crescente pela produção sob medida. Esse jogo de forças explica o frêmito em torno da ascensão das fábricas inteligentes. Nelas, empregos de funções repetitivas viram espécies em extinção, linhas de montagem e produtos “dialogam” ao longo do processo e as máquinas estão cada vez mais produtivas, velozes e baratas, quando não encadeadas a outras etapas fabris, caso de recém lançada sopradora com

 

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