Andamos para trás

Reifenhäuser: Brasil defasado perante a América Latina.
Reifenhäuser: Brasil defasado perante a América Latina. Um produto fabricado por um trabalhador nos EUA requer quatro se manufaturado no Brasil. É a maior diferença atingida nesse comparativo de produtividade desde os anos 50, atesta levantamento coassinado pelo Conference Board e FGV. À parte os tumores velhos de guerra do Custo Brasil, a distância também tem a ver com a freada nas compras de equipamentos, em especial nos últimos tempos. “A qualificação da mão de obra não é suficiente se a empresa não investe em máquinas modernas”, declarou a respeito desse atraso brasileiro Rafael Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). Em português castiço, o nome desse recuo é desindustrialização, processo sentido na carne pela transformação brasileira de plástico. A notícia da idade avançada do seu parque fabril já virou clichê. “Nos últimos 10 anos, transformadores das Américas Central e do Sul têm investido bastante em máquinas europeias, em especial alemãs, caso de extrusoras para embalagens flexíveis, agrofilmes e aplicações de barreira. Infelizmente, o Brasil, o mais importante mercado latino-americano, hoje está atrás desse estado da arte notado em países fronteiriços. São poucos os clientes no Brasil investindo em tecnologia internacional. As perguntas, no caso, são as seguintes: a indústria do Brasil também será competitiva fora do seu mercado interno? Está interessada em ser competitiva ou lhe basta o mercado doméstico ? O que aconteceria se barreiras à importação brasileira de máquinas deixarem de existir?” Essas incógnitas são levantadas por um formador de opinião no plástico

 

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