Amcor cogita sair da Venezuela

Recessão dificulta operação de seis plantas da empresa no país

Amcor-2016Em reação em cadeia, a favelização da Venezuela, único feito do governo de Nicolás Maduro, provoca avarias na transformação de plástico local, cujos entraves ao bom funcionamento remontam aliás aos anos de triste memória da gestão do antecessor Hugo Chávez, quando petroquímicas múltis já recusavam vendas para a Venezuela, em decorrência de calotes recebidos. Desde então, a conjuntura venezuelana preteja a olhos vistos e chegou a ponto de a corporação australiana Amcor Ltd. tornar público que anda debruçada sobre a hipótese de fechar suas seis unidades de embalagens rígidas na ativa há cerca de 20 anos no país. A economia em cacos, espelhada nas filas para a população comprar comida e pela inflação injuriada, levou a operação venezuelana da Amcor a arcar com prejuízos da ordem de US$350 milhões no balanço mais recente.