Alpek interessada em comprar a PetroquímicaSuape

Incorporação do complexo de PTA e PET é estratégica para o grupo mexicano

A Petrobras nunca conseguiu explicar seu investimento na PetroquímicaSuape, mas seu mastodôntico endividamento torna dispensáveis as justificativas para colocar à venda o controle do complexo de ácido tereftálico purificado (PTA) e polietileno tereftalato (PET) graus garrafa e têxtil. Tratativas sobre a possível venda da controlada na orla de Pernambuco estão em curso entre a petrolífera e o conglomerado mexicano Alpek SAB de CV. Na foto atual, a Petroquímica Suape ostenta  capacidades para 450.000 t/a de PET para embalagens e 700.000 t/a para PTA.Sob a guarda da empresa Citepe, o mesmo complexo em Ipojuca tem potencial para gerar cerca de 90.000 t/a do poliéster grau fibra.Se vingar, a  venda em pauta depende da luz verde dos órgãos governamentais antitruste. O montante projetado para esta transação não foi ventilado pelas partes, mas se o controle da PetroquímicaSuape mudar de mãos, a Alpek despontará com posição privilegiada em PET no Cone Sul. Sua controlada Dak já responde pela única planta da resina na região além da produção brasileira, a fábrica argentina erguida pela Eastman em Zárate, na Argentina. No Brasil, a Alpek assumirá, além dos teréns de produção de PET o comando da única planta brasileira de PTA. Conforme já foi noticiado, a PetroquímicaSuape também supre com seu excedente de PTA a fábrica vizinha  de 500.000 t/a de PET da M&G, que também importa o ácido de fontes como a planta mexicana de 610.000 t/a da Alpek, à sombra das facilidades dos acordos de integração econômica firmados pelo México e Brasil.

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