Se a catástrofe precisa de um monumento, basta olhar em torno. De bens de capital a gêneros de primeira necessidade, de componentes a produtos acabados, de setores dependentes do governo ou a salvo dele o vermelho dos indicadores do consumo este ano faz sangue parecer neve. Ativo fixo de qualquer mercado, o setor plástico também capotou no primeiro semestre. Projeções preliminares da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) apontam para queda de 4,8% na produção de artefatos transformados, equivalente a 3,17 milhões de toneladas na primeira metade do ano frente aos mesmos seis meses em 2014. O percentual negativo decorre da prostração generalizada nos segmentos da linha de frente. No compartimento das embalagens, estima a entidade, a demanda recuou 2,7% de janeiro a junho último, efeito de retrações em cascata. Em alimentos, o recuo foi de 4,4%, enquanto em bebidas chegou a 8,3%, sendo que apenas a produção de refrigerantes, o coração de PET, despencou 6,3% no primeiro semestre. Na esfera dos artigos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, o movimento de embalagens declinou 3,2% e o de laminados, por seu turno, caiu 2% no período. A saia justa cobre também tubos e peças para construção civil, com retração projetada em 1,8% na primeira metade do ano, enquanto os materiais para o mesmo setor se saíram bem pior, com déficit de 9,8% nos mesmos seis meses iniciais de 2015. Quanto aos demais redutos de transformados, o estetoscópio da Abiplast captou recuo em autopeças, por conta do encolhimento de 20,3%

 

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