Agricultura: silo-bolsa aproveita carência de armazéns estáticos

Volume de vendas aumentou 75% em seis anos

Da mesma forma que a caixa d’água é uma solução atenuante para a população carente, desprovida de água encanada, o silo-bolsa tem saído bem na foto como paliativo para a crônica insuficiência de armazéns estáticos, um dos efeitos do aperto no crédito rural, para a estocagem da superssafras de grãos. Nas pegadas desse déficit, informa reportagem na edição de 31 de janeiro do jornal Valor Econômico, as vendas dos silos temporários de polietileno saltaram da faixa de 30.000 unidades em 2011 para 80.000 no ano passado, quando responderam pelo acondicionamento aproximado de 16 milhões das 211,9 milhões de toneladas de soja e milho colhidas no ciclo 2016/2017. Num repente de contabilidade criativa e sem precisar a fonte dos cálculos, 60% das vendas nacionais de silo-bolsa em 2017são atribuídas na matéria à transformadora Ipesa, seguida de longe pelas respectivas parcelas de 25% e 20% do movimento designadas para as concorrentes Electro Plastic e Agrolord. Bem mais acessível que o armazém estático, o silo provisório tende a continuar em ascensão na próxima safra de soja e milho, cuja produção deverá emplacar 202, 8 milhões de toneladas, prevê a estatal Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na reportagem e a região do centro-oeste, com precária estrutura de armazéns, é o maior mercado para o silo-bolsa, no consenso dos entrevistados.