Aeroportos: contaminação das bandejas de segurança

Risco de infecção desvenda oportunidade para aditivos bactericidas

A trava dos custos ainda barra, no Brasil, os aditivos antimicrobianos de uma série de artefatos plásticos que clamam pela sua intervenção, caso das embalagens termoformadas para entrega (delivery) de comida pronta. Por vezes, porém, a necessidade obriga a adoção dos auxiliares biocidas a ponto de tirar da frente a cantilena dos gastos adicionais. Essa possibilidade aflora da pesquisa sobre segurança em aeroportos tocada a quatro mãos pela Universidade de Nottingham, Inglaterra, e o Instituto Nacional de Saúde e Bem-Estar da Finlândia, estudo publicado na revista BMC Infectious Diseases. Testes realizados em horários de pico de uso no inverno de 2016  comprovaram incidência significativa de germes e bactérias na metade das bandejas plásticas usadas no aeroporto internacional de Helsinque para viajantes depositarem bagagens, sapatos, roupas ou acessórios como celulares e laptops submetidos à inspeção por raio-X em postos de segurança. Os vírus encontrados nas bandejas não foram flagrados pelos pesquisadores na superfície dos vasos sanitários do mesmo aeroporto finlandês.

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