Abiquim: exportações salvam o balanço das resinas em 2016

Embarques saltaram mais de 30% em contraste com o mercado interno apático

Válvula de escape que periga estreitar a partir do ano que vem, as exportações salvaram a pátria do balanço de resinas commodities brasileiras no nada memorável 2016, tal como ocorreu em 2015. Pela lupa da Associação Brasileira da Indústria Química, (Abiquim) as vendas internas e a demanda doméstica dos termoplásticos andaram de lado nos últimos dois anos. No último período, as vendas internas tiveram elevação de 1,1% em volume, enquanto a demanda nacional (vendas domésticas + importações) registrou apenas 0,2% de simbólico avanço no ano passado versus o esconjurado 2015. Em contrapartida, as exportações, empoleiradas no câmbio e demanda petroquímica favoráveis, pularam 31,7% em 2016. Na varredura da Abiquim, o consumo aparente nacional (vendas internas + importações – vendas externas) caiu 2,8% no ano passado. Aos olhos de Fátima Giovanna Coviello Ferreira, renomada diretora de Economia e Estatística da entidade, o mercado brasileiro está estagnado e o reduto de resinas reflete a calmaria na produção geral do setor químico do Brasil, sem crescimento aferido há uma década. Em relação à demanda interna de resinas rastreada pela Abiquim,  PVC e PE + EVA registraram em 2016 queda de -1,5% e -0,5%, respectivamente. Já PP cresceu 1,4%; PET 1,1%, e  OS,  4,1%. Ao todo, foram produzidas 7.520.000 toneladas de termoplásticos no exercício passado, equivalentes a uma taxa de 80% de ocupação da capacidade instalada. Fátima põe fé numa recuperação da demanda interna ainda este ano, uma melhora oportuna em especial para a petroquímica brasileira em razão da partida, agendada para o quarto trimestre, do primeiro dois blocos de novas unidades de polietileno nos Estados Unidos, instaurando um excedente global na oferta do polímero mais produzido e exportado pelo Brasil.

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