A travessia

Distribuidores de resinas caminham na corda bamba dos aumentos de custos tensionados pela economia em compasso de espera

A visão do copo meio vazio ou meio cheio, a depender do observador, transparece da trajetória da distribuição de resinas pela esburacada e mal sinalizada estrada da economia brasileira este ano. A performance do varejo do plástico exige que se vá devagar com o andor para ser decifrada e um ponto de partida provém da clientela dos agentes autorizados. Exemplo: a produção nacional de transformados em 2017, arredondada em 6,1 milhão de toneladas, ainda resfolega aquém do patamar de 10 anos antes e esta página não deve ser virada no exercício corrente. Em contraponto, a crista baixa passa ao largo dos números da Associação Brasileira de Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins (Adirplast). Em 2014, o mercado da distribuição movimentava 396.685 toneladas, volume elevado a 377.880 na chegada da crise em 2015. No nada memorável 2016, o movimento reagiu rumo a 389.745 toneladas, galgou as 398.169 em 2017 e a bola de cristal setorial projeta 434.205 toneladas para este ano tenso. Polietileno (PE) e polipropileno (PP) têm o mando do jogo na distribuição. Única produtora no país das duas poliolefinas, a Braskem já toca o bumbo pelo desempenho de seus agentes, responsáveis por uma fração relevante de suas vendas internas. “Eles estão construindo mais um ano de crescimento sem enfrentar, até aqui, problemas creditícios representativos nas suas carteiras”, enaltece Américo Bartilotti Neto, diretor do negócio de PE da corporação petroquímica. “Esse resultado decorre de profundo conhecimento sobre o mercado e o grau de capitalização dos clientes, além do uso de

 

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