A muleta do vinil

O antidumping para PVC dos EUA e México expira em dezembro. Há 21 anos em vigor, ele deve ser renovado?

Vem do PVC a mais vistosa contribuição do setor plástico a uma imagem para a qual o Brasil não liga a mínima e, por isso mesmo, sofre ao máximo: a de uma das economias mais fechadas do planeta. Há 21 anos seguidos, recorde em protecionismo no gênero, os transformadores nacionais do vinil em suspensão arfam sob o peso das renovações quinquenais da sobretaxa antidumping de 16% para importação da resina dos EUA e de 18% para a mexicana. Em 9 de dezembro próximo, expira o prazo do último ciclo de renovação pelo governo da tarifa adicional e, perante um mercado doméstico e mundial de PVC sem nada ver com sua foto em 1994, a pergunta de US$ 1 milhão é: a conjuntura justifica a prorrogação ou o enterro de mais essa tranca do país na porta do livre comércio? “Não há dúvida de que a proteção conferida aos produtores de PVC é supérflua e prejudicial ao conjunto da economia brasileira”, considera José Tavares de Araujo Jr., diretor do Centro de Estudos de Integração e Desenvolvimento (Cindes) e ex-secretário da Comissão de Política Aduaneira, da Câmara de Comércio Exterior e de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda. “Mas, infelizmente, existem diversas outras medidas antidumping em vigor no Brasil, igualmente lamentáveis e destinadas a fortalecer o poder de mercado dos monopolistas, como é o caso de acrilato de butila (Basf), tubos de plástico para coleta de sangue a vácuo (Greiner) e borracha de estireno (Lanxess). PVC é parte de um segundo grupo

 

Para continuar lendo cadastre-se gratuitamente.

Conteúdo restrito a assinantes e cadastrados.
Se você já é usuário, faça login.
Novos usuários podem se cadastrar abaixo.

 

Login de Usuários
   
Registro de Novo Usuário
*Campo obrigatório
COMPARTILHAR