A hora da vaidade

O Brasil é o segundo mercado mundial de produtos de cuidados pessoais para homens, um salão de beleza para frascos, bisnagas, potes e tampas

The Barber é uma barbearia no antigo centro do Rio. Decorada no dito estilo londrino, oferece bebidas para acompanhar os pedidos, um cardápio estiloso de pratos, bar e lounge e massagens shiatsu, antistress, com pedras quentes e reflexologia dos pés. Também vende produtos de higiene e beleza, concebidos para sua clientela, dentro do chamado conceito “one-stop-shop”. Alvos até de start ups, as barber shops enxameiam à sombra da sua razão de ser, o novo homem, devoto da autoestima, bem estar, aparência e asseio como trunfos para o sucesso pessoal e profissional, desvenda o estudo Caderno de Tendências 2019-2020 lançado pela Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). Tal como bancas de jornal viraram lojas de conveniência, a barbearia, para cair nas graças dos metrossexuais, deram-se ares de butiques para pontos de encontro, acoplando ao espaço para barba, cabelo e manicure, ambiente para tomar uns tragos, divertimentos como sinuca ou dardo e até há noticia de locais com tatuadores de plantão. Barba e bigode estão em alta como sinais de virilidade mantidos nos trinques e drinques pelas barber shops, a tiracolo de uma florada de produtos personalizados e com reflexos diretos na concepção de suas embalagens plásticas. Vários deles inexistiam há poucos anos, tipo cera para bigode e óleo para barba. Aliás, pontua a análise da Abihpec, o novo homem, para não embaçar seu corre corre cotidiano, também preza a praticidade embutida em cosméticos multibenefício. Os números nunca se pentearam tão bem. Cruzamento de dados da Euromonitor

 

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