A prefeitura de São Paulo comunica a revogação da lei da oferta e da procura em favor do idealismo verde. A decisão foi oficializada na escolha de materiais de fontes renováveis para compor as sacolinhas plásticas em uso no comércio paulistano a partir de abril próximo, em lugar da tradicional versão, crucificada no livro negro dos ecoxiitas, à base de polietileno (PE) de origem fóssil. Qualquer criança de chupeta associa sacolas de saída de caixa a uma embalagem commodity e, como tal, movida a preço e ganhos de escala, sendo ofertada a comerciantes, supermercados à frente, por um exército de fornecedores de todos os portes. Quanto aos plásticos de fontes renováveis, por força do preço nas alturas e escalas da mão para a boca, eles têm, no Brasil e no mundo, seu raio de alcance limitados a embalagens de artigos de nicho e valor compatível com a absorção dessa matéria-prima mais cara que resinas petroquímicas. Nesse contexto, a Braskem sobressai entre os fornecedores – sejam de plásticos biodegradáveis ou com ingredientes de fontes renováveis – por possuir no Rio Grande do Sul capacidade para formular 200.000 t/a de PE verde. Foi assim batizado por conter eteno proveniente do etanol da cana-de-açúcar, embora não seja polímero biodegradável. Seu preço, não especificado pela Braskem, já foi divulgado por fontes como 20-30% acima do PE convencional nos tempos do barril de óleo acima de US$100. Se, conforme assevera a empresa, os preços da resina petroquímica brasileira andam em linha com a cotação internacional,

 

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