A compra calculada

Crise torna o consumidor de alimentos mais ponderado, infiel e investigativo, atesta levantamento da Nielsen. São novos tempos para as embalagens

Embalagens de alimentos são, de longe, o maior mercado da indústria do plástico. Em três anos de crise, as vendas de gêneros alimentícios viraram de ponta cabeça os hábitos de compra e os canais do varejo, com reflexos automáticos no desenvolvimento dos flexíveis e recipientes rígidos utilizados. Os novos ventos inspiraram a consultoria Nielsen a tirar do pipeline a pesquisa “Painel de Consumo Brasil- Tendências e Perspectivas para Foods em 2017”. O levantamento dá um rasante pelas mudanças na atitude do consumidor e suas consequências na comercialização, desde o atual estrelato dos atacarejos e produtos saudáveis ao freio na compra por impulso, multiplicação das marcas próprias e o remelexo no canal de food service, causado pelo corte nas verbas de entretenimento, marmitas levadas para o trabalho e venda de produtos na rua tentada por quem não se recoloca no mercado de trabalho. Este prato cheio e quente é servido à cadeia do plástico na entrevista exclusiva de Carolina Araújo, líder da indústria de alimentos da Nielsen Brasil, assim como nas matérias seguintes com transformadores e fornecedores de máquinas, resinas e auxiliares que compõem esta reportagem especial. Carolina Araújo: consumidor mais propenso a trocar marcas e categorias de alimentos. PR – Quais os meios mais viáveis para fabricantes de alimentos supérfluos, como iogurtes, voltarem a atrair o consumidor, hoje empobrecido e mais focado em compras de abastecimento? Carolina Araújo – No cenário atual, o consumidor brasileiro se concentra na realidade em encontrar saídas eficazes e criativas para preservar, ao máximo, seu

 

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