A blindagem do plantio

“Excluído o período 2014-2016, o crescimento médio do consumo de plástico para cultivo protegido supera a média de 3-4% do PIB entre 2005 e 2013”, constata Paolo Prada, secretário executivo do Comitê Brasileiro de Desenvolvimento e Aplicação de Plásticos na Agricultura (Cobapla). “Desde então, investiu-se na capacidade produtiva de agrofilmes, em especial para estufas e silos bolsas, embora ainda assim nosso consumo de plástico no campo, da ordem de 5%, continue abaixo de referências como Europa e Japão, evidenciando o potencial para essa solução avançar por aqui”. Prada ressalta, a propósito, a penúria de estatísticas confiáveis sobre a plasticultura nacional. “Muitos dados baseiam-se em extrapolações de conhecimentos parciais”. Escorado nesta ressalva, o dirigente arrisca uma projeção da quantidade de filmes empregados no cultivo protegido. “Assumindo uma repartição de 50% da área coberta com filmes de 150 micra 9140 g/m²) e a outra metade com filmes de 100 micra (92 g/m²), calculo em cerca de 25.000 toneladas o volume utilizado em 2015-2016”. Projeção do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) situa em 502.406,63 hectares a área de hortifrútis plantados em 2016.Eles configuram um dos tradicionais redutos para o cultivo protegido, pois tratam-se de culturas de alto valor agregado e vulneráveis aos revezes climáticos. No Brasil, a proteção desses alimentos efetuada com túneis e estufas remonta aos anos 1980. Em 2014, a área de cultivo protegido de hortifrútis era estimada em 22.000 hectares e eles permanecem sob o signo da demanda

 

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